Estou já há alguns dias em São Paulo, trabalhando em uma campanha muito legal para o Yahoo! Brasil. Para quem não sabe, conseguimos contratar a Celestial Marketing, uma empresa americana que vai fazer um eclipse para nós.
O trabalho está muito divertido, mas é difícil cozinhar. O hotel não tem fogão, o que dificulta muito as atividades culinárias. E cozinhar em microondas é mais ou menos como nadar em uma piscina de mil litros. Dá pra fazer, mas fica ridículo.
Há, entretanto, um motivo ainda maior. Como a namorada está em Porto Alegre, não há motivação. Cozinhar é flertar. E esse é o único jeito honesto de tratar a culinária.
Mas contra todas estas forças que me prendiam ao mundo sombrio da telentrega, resolvi preparar algo. Fui com o Solon até o Zaffari, que aqui em São Paulo se escreve Záffari, assim mesmo com acento, para que ninguém erre a pronúncia.
Aqui vale um comentário. Em geral, nos supermercados de São Paulo, sempre parece que houve um terremoto. E o atendimento é de campo de concentração. No Zaffari, porém, entramos em um túnel direto para o Rio Grande do Sul: ali estão, no coração da megalópole, a organização e a polidez da província. E o que é melhor: com Pastelina e cacetinho.
Resolvi fazer um sanduíche simples, com ingredientes simples. Nada que demandasse muito trabalho. Assim, criei o Baguete Záffari.
Os 4 ingredientes:
1. Baguete;
2. Queijo parmesão;
3. Presunto cru;
4. Agrião.
Preparo:
Abra o pão. Coloque três camadas de presunto cru e uma camada de fatias finas de queijo parmesão. O presunto cru é bem salgado, então se você colocar muito parmesão provavelmente apareça uma pedra no rim nas horas subseqüentes.
Exagere no agrião. Na verdade, o agrião é a única coisa que faz dessa receita algo publicável. Não que ela seja ruim. Muito pelo contrário, é bem gostosa. É que qualquer um colocaria rúcula, alface ou tomate. Aqui, a coragem é o agrião.
